sábado, 9 de abril de 2011

Até onde vai?

No que estão transformando a vida?
Até onde a natureza suportará? Até onde cada ser humano suportará? Até onde o universo vai conspirar a nosso favor? Até onde podemos chegar, como conseguimos acordar todos os dias? Sendo subordinados a um sistema que nos prende, que nos leva cada vez mais próximos a loucura? Aliás, o que é sobriedade? Pois só vejo desprezo, insegurança, tristeza, monopólio, dominação. Não acredito que isso tudo esteja sendo guiado pela razão, porque a razão não pode ser tão ignorante, ou pode? Existem sim razões para acreditar, mas porque elas são menores do que toda a violência? Todo o sofrimento? Toda a desigualdade?

Para onde estamos caminhando? Preciso acreditar que podemos mudar...

Existem razões para acreditar.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

the little things

As pequenas coisas: nunca falei sobre o nome desse blog, na verdade nunca falei sobre este blog, enfim, o nome é uma junção de pequenas coisas que são importantes pra mim, que tenho vontade de falar, que definem quem eu sou, do que eu gosto e pequenas coisas que me fazem bem. Simples, não? Se não...
Pequenas coisas são tantas, são tão simples, tão comuns...que juntando todas temos...tudo!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

FELIZ 2011!

Chegando o final de ano e o que fizemos? O que vamos fazer? Todos os dias tomamos decisões, mas muitas pessoas tornam o final de ano um divisor de águas, fazem de tudo pra resolver os problemas e esquece-los num passado bem recente e fazer com que 2011 seja vida nova.
Há também os que acreditam que 2011 seja apenas uma continuação, que as coisas continuam iguais e o que muda é apenas um número, não influenciando em nada na sua vida.
São diversos pensamentos, diversas opiniões...Mas eu, bem...
Acredito que sim, o final de ano serve pra fazer um retrospectiva da vida, analisar as atitudes e os fatos, ver o que fez de bom, o que fez de ruim, quem sabe até criar metas para o próximo ano, apontar melhorias para você mesmo, o final do ano se faz muito importante, no entanto não creio que seja vida nova; afinal de contas, um ano termina e outro começa, é uma continuação do seu caminho, é uma oportunidade para rever conceitos e relaxar para seguir em frente. Mas a vida, não é nova.
Seram novas oportunidades, novos dias, talvez até novas pessoas, novas etapas, novos caminho que surgem dentro do seu caminho. E cabe a você, apenas a você, com base naquela restrospectiva que fez no finalzinho de 2010, decidir o que deve agregar para si, o que pode ser bom pra você. O que vai te deixar mais próximo do que julga ser felicidade.
E para finalizar o ano nesse meu fabuloso blog (aham) deixo um trecho de minha música favorita e os mais sinceros votos de alegria, saúde, paz, sonhos, realizações e tudo, tuudo de bom.

- Há dois caminhos que você pode seguir, mas na longa estrada há sempre tempo de mudar o caminho em que você está.
Stairway to Heaven - Led Zeppelin

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz. Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano, não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota. Mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?)

Não precisa fazer lista de boas intenções, para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido, pelas besteiras consumadas, nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo, que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre...

- Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Tão profundo quanto pires.

Todo mundo tem um hobby, todo mundo tem algo, muitas vezes inútil, que adora fazer e não vê o tempo passar enquanto está fazendo. O meu preferido é passar horas pesquisando sobre música e procurando músicas e bandas novas, de vários estilos diferentes, mas principalmente de Rock, atuais ou não. A música é algo que me impressiona, acima de tudo. Pois, independente do gênero que você goste, de qual é sua banda favorita, ela possui uma influência muito grande sobre quem somos. E se souber interpretar, as músicas que ouve acabam dizendo muito sobre você, haja vista que é você quem seleciona e define o seu estilo musical. Esses dias, enquanto “praticava” meu hobby, parei para olhar um site, e ver uns vídeos de alguns lançamentos de bandas nacionais e internacionais, e percebi que as bandas mais populares da atualidade, com todo respeito, não possuem complexidade nenhuma e são tão profundas quanto pires. Levando em consideração a globalização, o desenvolvimento da tecnologia, os meios de comunicação e toda essa cultura de massa, não consigo crer que, de fato, cada um opta por um estilo: o seu estilo. Theodor Adorno e Max Horkheimer criaram um termo, no mínimo interessante, que convém ser citado: a “Indústria Cultural.” Definem como Industria cultural, a conversão de cultura em mercadoria, e a forma como a classe dominante usa da tecnologia para inserir e “edificar” suas ideias na população em geral. O mundo é rico em diversidade, e isso pode fazer com que o processo de criação, no que diz respeito à música, seja grandioso nas diferenças e de muita qualidade. Porém esta “indústria cultural” cria uma espécie de padrão auditivo e impõe ao público o seu consumo em massa. Letras vazias e repetitivas, tratando sempre do mesmo tema, sem conteúdo, sem muito fundamento. Acordes simples e sem expressão, deixando de lado muito do que um instrumento pode proporcionar. A música através dos tempos sempre foi uma forma de expressar a complexidade da vida, e me pergunto, será que hoje não temos mais nada pra protestar, a nossa vida é tão simples e fácil que a música tem de ser da mesma forma? Artistas que se submetem a vender uma imagem, que muitas vezes nem é a deles, criam personagens para dominar o cenário musical, e influenciar, na maioria das vezes, crianças e adolescentes que passam a seguir aquela imagem imposta pela mídia. E depois da “febre” caem no esquecimento. Música não é simplesmente um emaranhado de acordes, é a maior e melhor manifestação da expressão do ser humano, por isso não gosto do rumo que ela esta tomando, julgo muitos músicos de hoje como palhaços da música, que parecem surgir para ridicularizar a mais especial forma de expressão.

“A música é a revelação superior a toda sabedoria e filosofia.” - Beethoven